Soluções

As alternativas:

A energia do sol, do vento, dos rios e da chuva, das marés e das ondas do mar, ou do calor do interior da terra, a chamada geotermia. A lista é enorme. Além disso podemos apostar na reabilitação urbana com eficiência energética e na mobilidade sustentável.

Números:

Portugal dispõe de um número médio anual de horas de sol variável entre 2200 e 3000, no continente, e entre 1700 e 2200 nos Açores e Madeira.

Entre as 06h45 de 7 de Maio e as 17h45 de 11 de Maio de 2016, Portugal foi alimentado unicamente por energias renováveis. Ao todo foram 107 horas seguidas em que o consumo de eletricidade em Portugal foi feito sem recurso “a nenhuma fonte de produção de eletricidade não renovável, em particular à produção em centrais térmicas a carvão ou a gás natural” – O caminho só pode ser este!

O que já existe:

No Alentejo temos a Central Solar Fotovoltaica da Amareleja – Nesta central temos um dado curioso : Um rebanho vive 24 horas por dia, todos os dias do ano, no espaço vedado da central e tem por missão eliminar o excesso de vegetação, comendo-a, impedindo que cresça demasiado e possa tornar-se rastilho para um incêndio.

Além disso, como a “limpeza” que os animais fazem ao mato não é uniforme – resta sempre algum mais rasteiro -, isso gera os nichos perfeitos para que uma pequena ave, o alcaravão (Burhinus oedicnemus), que em Portugal tem estatuto de “vulnerável”, encontre ali, na vegetação rente ao solo, os abrigos de que precisa para nidificar.

É lindo ver esta sintonia entre nós, o planeta e outros seres vivos que nele habitam!

Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Porque temos de fazer melhor?

Até final de outubro de 2016, 60% da electricidade produzida em Portugal teve origem em fontes de energia renovável. Por outro lado, a nossa dependência energética do petróleo, do gás natural e do carvão ainda ronda os 71%. Ou seja, produzimos energia renovável e consumimos muitos combustíveis fósseis, importados!