Em Portugal

Actualmente estão 9 contratos activos: o furo de Aljezur e as concessões do Alentejo Litoral (2), da Bacia de Peniche (4) e no litoral Oeste (2) até ao Porto.

Das 15 concessões iniciais, 6 já foram canceladas. Pelo menos deixou de constar no site da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC).   »»  ENMC – contratos em execução

Comunicação oficial do governo, quanto ao cancelamento dos contratos, não houve. O silêncio impera desde o início. A falta de transparência é muita!

 

 Alguns vídeos que explicam melhor o problema desde o início:

Petróleo, Gás e os outros furos em Portugal (7mnts)

https://vimeo.com/176434462

 

 

Petróleo no Algarve (3mnts)

https://www.youtube.com/watch?v=bcoY4OaQM40

 

O problema nacional – por Laurinda Seabra, da ASMAA(20mnts)

https://www.youtube.com/watch?v=fr81LCnaZrI

Factos sobre o tema:

  • Dos dez anos mais quentes desde que há registo, nove foram desde 2000, e o décimo foi 1998.
  • 2014, 2015 e 2016 foram os anos mais quentes, desde que há registos.
  • Os contratos são rudimentares e apenas protegem o lucro das empresas envolvidas.
  • Não foram feitos estudos de impacto ambiental e temos que ter em conta que 40% da área do Algarve está classificada como área protegida pelo departamento de conservação da Natureza e das Florestas.
  • Técnicas de prospecção e as pesquisas sísmicas 3D no Oceano provocam grande quantidade de ondas sonoras que afectam directamente os animais marinhos, com um impacto mil vezes superior ao de um motor a jacto de um avião.
  • Na fase de exploração as emissões poluentes aumentam.
  • Aumento da actividade sísmica. O Algarve é a região nacional com mais actividade sísmica.
  • Destruição da paisagem.
  • Portugal tem um potencial solar enorme, de 2200 a 3000 horas de sol anuais e entre 1700 e 2200 nos Açores e Madeira. portanto as alternativas são possíveis.
  • O anterior Ministro do Ambiente, José Moreira da Silva, entregou a concessão10 dias antes das eleições legislativas. O mesmo ministro nomeou a sua chefe de gabinete para o regulador destes contratos, a Entidade Nacional para o Mercado dos Combustíveis.
  • A Entidade Nacional para o Mercado dos Combustíveis (ENMC) é, por um lado, promotora, e por outro lado, reguladora desta actividade. Algo não bate certo.
  • Portugal não tem qualquer direito de compra preferencial, nem de preço preferencial, sobre o que for extraído, ou seja, se quisesse comprar o “seu” petróleo, ou “o seu” gás natural, teria que pagar o preço de mercado.