Sobrevivência da UE ameaçada pelas alterações climáticas, alerta relatório de segurança alemão
Olá!
Decidimos, este mês, partilhar «um apanhado» de notícias referentes ao perigoso e aparatosos retrocesso civilizacional que está a ser levado a cabo pela atual Administração Trump. Notícias que, infelizmente, têm tido pouco destaque nos media mainstream e que são, a nosso ver, de nos deixar a todos, no mínimo, em estado de alerta…
Mahmoud Khalil, estudante na faculdade de Columbia, que tem a companheira grávida de 8 meses, foi detido por organizar protestos na sua faculdade e corre o risco de ser deportado, mesmo tendo toda a documentação legal. Além de Mahmoud, várias outras pessoas têm sido detidas por terem participado em protestos ou por outras razões sem sentido.
Quase 100 detidos num protesto organizado pelos “Jewish Voice for Peace” que ocuparam a Trump Tower, a exigir a libertação de Mahmoud Khalil.
EPA (Environmental Protection Agency) cancelou financiamentos para ONG’s (ecologistas e de clima) no valor de 20 mil milhões de dólares
Várias ong’s ecologistas e climáticas, na América do Norte ficaram com as suas contas bancárias congeladas, numa perseguição da oligarquia americana
A administração Trump anunciou a sua intenção de reverter as principais políticas climáticas, incluindo regras que visam diminuir a poluição dos veículos e das centrais elétricas
O Presidente dos Estados Unidos está a fazer acordos energéticos (baseados em combustíveis fósseis, com o Japão e a Ucrânia e, em África, chegou mesmo a falar em ressuscitar o carvão
O governo emitiu ordens para proibir palavras em agências públicas, tais como: diversidade, energia limpa, alterações climáticas e resiliência
Cerca de 880 trabalhadores da NOOA (National Oceanic and Atmospheric Administration) foram despedidos.
Trump assina ordem para desmantelar o departamento de educação dos EUA
Existe resistência à Oligarquia, que surge de várias formas e em vários locais.
Nota: Todas as palavras sublinhadas são links externos, fontes de notícias, estudos, ou outras referências.

Notícias
Investigação revela um padrão de cumplicidade entre multinacionais e empresas de auditoria que ajudam a destruir a biodiversidade em países do sul global
As empresas europeias de auditoria ambiental ajudam as grandes multinacionais a diluir as avaliações para levar a cabo projetos destrutivos no Sul Global, afirmou hoje a Climate Whistleblowers (CW).
A CW em parceria com os meios de comunicação social Mediapart, Africa Uncensored e Mongabay investigaram exaustivamente cada auditoria e as descobertas revelam em pormenor a forma como as empresas multinacionais pagaram centenas de milhares de euros para legitimar projetos industriais, particularmente no Sul Global, onde a fraca regulamentação torna mais fácil contornar a sua responsabilidade e enganar o público a nível global.
A investigação “GreenFakes” expõe a forma como empresas de consultoria ambiental, como a Biotope e a The Biodiversity Consultancy, têm ajudado importantes empresas internacionais a fazer “greenwashing” de atividades desastrosas, através de avaliações incompletas da biodiversidade e de planos de ação com medidas de redução e compensação ineficazes. Como resultado, a TotalEnergies explora petróleo em parques repletos de elefantes no Uganda e a Rio Tinto arrasa as florestas tropicais da Guiné para a exploração de minas. Mesmo quando as auditorias são boas, os clientes podem simplesmente ignorá-las, como fez a Chanel ao fazer negócios com fabricantes obscuros na China que não respeitam os direitos humanos. As medidas de mitigação propostas eram conscientemente inadequadas ou absurdas, como o pagamento dos funerais das vítimas de choques mortais com hipopótamos afetados.
climatewhistleblowers.org, 21/02/2025
Floresta amazónica desmatada para construir estrada para a COP30
Uma nova autoestrada de quatro faixas, que atravessa dezenas de milhares de hectares de floresta amazónica protegida, está a ser construída para a cimeira do clima COP30 na cidade brasileira de Belém.
O argumento apresentado para o desmatamento da floresta é facilitar o tráfego para a cidade, que acolherá mais de 50 000 pessoas na COP 30.
Ao longo da estrada, parcialmente construída, figura uma lembrança do que outrora existiu: os troncos de árvores estão empilhados no terreno desbravado que se estende por mais de 13 km através da floresta tropical até Belém.
Escavadoras e máquinas abrem caminho através do solo da floresta, pavimentando zonas húmidas para pavimentar a estrada que irá atravessar uma área protegida.
O enorme projeto do “Corredor Verde” na R.D.Congo não tem a adesão, nem a participação das comunidades locais
O Congo lançou um plano para a maior área protegida do mundo – mas as populações indígenas e locais dizem que não foram consultadas.
Uma nova e enorme área protegida na República Democrática do Congo (RDC) – equivalente ao tamanho da França – não incluiu até agora os povos indígenas e as comunidades locais na sua conceção e parece ser um instrumento para promover o comércio em vez de salvaguardar a natureza, alertaram os ambientalistas.
As comunidades indígenas e locais do leste da RDC disseram que não fazem ideia de como o projeto – destinado a salvaguardar mais de 540.000 km² de floresta tropical – será implementado e receiam que possa invadir as suas terras. A Greenpeace África afirmou que o projeto, parcialmente financiado pela União Europeia, pode perpetuar o neocolonialismo e, até agora, carece de uma abordagem inclusiva.
Recentemente, os rebeldes do M23, apoiados pelo Ruanda, registaram avanços significativos na região, ao mesmo tempo que cometeram atrocidades contra a população civil.
O ciclo vicioso que empurra os migrantes climáticos do Bangladesh para a escravatura moderna
Segundo os investigadores, mais de nove em cada 10 migrantes que deixaram algumas das zonas mais afetadas pelo clima no Bangladesh, para encontrar trabalho, sofreram formas de trabalho forçado.
Os trabalhadores que perderam as suas casas ou meios de subsistência devido a eventos extremos, como ciclones ou inundações, recorrem à migração para sobreviver – mas muitas vezes acabam presos à exploração num ciclo vicioso de vulnerabilidades, alertou o Instituto Internacional para o Ambiente e o Desenvolvimento (IIED).
Das pessoas que migraram internamente, 92% afirmaram ter sido vítimas de pelo menos um dos 11 critérios de trabalho forçado definidos pela Organização Internacional do Trabalho, que incluem a retenção de salários, a violência física, a restrição de movimentos e o trabalho de servidão por dívidas. Mais de metade dos trabalhadores foram vítimas de três ou mais destes indicadores. Os trabalhadores agrícolas, do sector do vestuário e da construção encontram-se entre os mais afetados.
Número recorde de crianças mortas na travessia do Canal da Mancha no ano passado, afirma a ONU
No ano passado, o Projeto de Migrantes Desaparecidos da Organização Internacional para as Migrações (OIM) das Nações Unidas registou o maior número de mortes e de pessoas desaparecidas no Canal da Mancha, com 82 pessoas que perderam a vida, das quais pelo menos 14 eram crianças – o que também é um recorde.
Os funcionários consideram provável que estes números estejam abaixo da realidade.
As 82 mortes do ano passado foram mais do triplo das 24 registadas em 2023 e o número de crianças que morreram foi um enorme aumento em relação à única morte de uma criança em 2023.
Entre 2018 e 2024, o número de mortes de crianças no canal da Mancha variou entre uma e cinco por ano. Até agora, em 2025, foram registadas cinco mortes, nenhuma das quais se pensa ser de crianças.
Mais de metade dos países não se comprometem a proteger 30% da sua natureza, em terra e do mar
Mais de metade dos países não se comprometeram a proteger 30% da sua terra e mar para a natureza até 2030, nos planos apresentados à ONU – apesar de terem assinado um acordo global para o fazer há menos de três anos, revela uma investigação do Carbon Brief e do Guardian.
70 dos 137 (51%) países que apresentaram planos à ONU descrevendo como irão cumprir os objetivos não se comprometem com os 30% dentro das suas fronteiras.
Em vez disso, estes países ou se comprometem a proteger uma percentagem menor do seu território para a natureza ou não se comprometem explicitamente com um objetivo numérico.
A lista inclui alguns dos países mais ricos em natureza do planeta, como a Indonésia, o Peru e a África do Sul, mas também a Finlândia, a Noruega e a Suíça.

Eventos Extremos
América
Durante o mês de Março, os Estados Unidos da América confrontaram-se com uma tempestade de alto risco, declarada rara pelos meteorologistas, tendo afetado inúmeras regiões e causado grande devastação.
No Mississippi bairros inteiros foram destruídos por tornados, 200 pessoas perderam as suas casas e 6 perderam a vida. Em Oklahoma registaram-se 130 incêndios que destruíram 400 casas e provocaram a morte a 2 pessoas. No Texas, uma tempestade de areia levou à morte de 3 pessoas e no Kansas registaram-se 8 mortes, além dos danos materiais.
Em Alabama e Arkansas, as autoridades declaram no total a morte de 6 indivíduos decorrentes das condições meteorológicas severas.
Cenários de destruição e caos provocados por tempestades com danos avultados que ainda se contabilzam.
Ásia
Um incêndio no Japão devastou cerca de 1220 hectares, tendo levado à evacuação de 1000 residentes da região norte de Iwate. Foi encontrado um corpo incinerado e mais de 80 casas ficaram destruídas por este incêndio cuja dimensão tem apenas paralelo com o ano de 1992
África
A província costeira da África do Sul KwalZulu-Natal registou em Março um significativo aumento da precipitação que causou inundações, pondo em risco as casas demasiado frágeis para suportar estas condições extremas que, segundo o autor, são consequência das alterações climáticas e exigem uma adaptação urgente para preservar a vida das populações.
As cheias de Março representam o 12º evento extremo desde Julho de 2016.
Europa
A depressão Martinho teve enorme impacto em Portugal continental com a ANEPC a registar um total de 8600 ocorrências, das quais 2251 se referem a queda de estruturas e 1389 limpezas de via, uma vez que inúmeras estradas ficaram fechadas quer pela queda de árvores, de muros e inundações que ocorreram por todo o território, tendo condicionado o abastecimento de energia no centro e norte do país, a cerca de 50.000 cidadãos em como regiões como Vila Real, Coimbra e Leiria. Muitas viaturas particulares ficaram totalmente danificadas, assim como telhados e infraestruturas públicas e privadas, designadamente escolas, estádios, habitações, armazéns. Apesar de não ter causado mortes, contabilizam-se os danos materiais e as pessoas que ficaram sem casa. A referir que em simultâneo com a chuva e o vento intenso, registou-se neve em Cascais e incêndios no norte do país.
Também aqui ao lado, em Espanha a tempestade causou inúmeros danos, com a perda, inclusive, de 3 vidas humanas (alpinistas).
A depressão fez bater o record de precipitação na região do Alto Tejo e Reguengo do Alviela, com risco de aumento do caudal do rio e galgamento para interior de localidades, pondo em risco, além da agropecuária, também habitações.

Estudos Científicos e Relatórios
Alterações climáticas estão a alterar ciclos de nutrientes nos mares e oceanos
Ao analisarem perto de 50 anos de dados sobre a quantidade de nutrientes nos ambientes marinhos e oceânicos, os investigadores perceberam que, durante o último meio século, a abundância de fósforo nos oceanos do hemisfério sul caiu a pique. Tal como, em terra, é fundamental para o crescimento das plantas, incluindo na agricultura, o fósforo é um nutriente central nos mares e oceanos, pois servem de “alimento” a pequenas algas fotossintéticas (fitoplâncton) que, por sua vez, são o alimento dos animais que estão base das cadeias alimentares.
Assim, com menos fósforo, as microalgas serão menos nutritivas, afetando, consequentemente, o crescimento dos animais que delas se alimentam, num “efeito dominó” com consequências potencialmente desastrosas.
Por outro lado, os níveis de nitrato, contrariamente ao esperado, parecem ter-se mantido relativamente estáveis durante o mesmo período estudado. Recordando que é essencial ao funcionamento dos ecossistemas marinhos, os investigadores não excluem a possibilidade de, num futuro mais quente, a abundância do nitrato vir a diminuir.
Com base nos dados analisado e nos modelos computorizados, a equipa refere que quando os mares e oceanos se tornam mais quentes, tornam-se também mais estratificados, o que cria “barreiras” à circulação de nutrientes das camadas mais frias e mais inferiores para as camadas mais quentes e mais próximas da superfície.
As alterações climáticas ameaçam a sobrevivência da UE, alerta relatório de segurança alemão
O relatório indica que o aquecimento global irá agravar os conflitos, a fome e a migração em todo o mundo, com riscos crescentes para a Europa.
O Serviço Federal de Informações da Alemanha (BND) juntou-se a investigadores e ao Ministério dos Negócios Estrangeiros do país para elaborar uma avaliação inédita dos perigos que as alterações climáticas representam para a segurança alemã e europeia nos próximos 15 anos.
O relatório mostra que os efeitos desestabilizadores das alterações climáticas farão aumentar a migração e os preços dos alimentos, ameaçando a instabilidade económica e política na Europa. Os autores alertam também para o facto de o impacto desigual do aumento das temperaturas na UE – com os países do Sul a serem mais afetados do que outros – poder dividir o bloco.
Perda de gelo dos glaciares aumentou fortemente
Investigadores internacionais, com a participação da Universidade de Tecnologia de Graz, apresentam uma avaliação global da perda de gelo desde o início do milénio. Numa comparação global, os glaciares dos Alpes e dos Pirinéus são os que estão a derreter mais rapidamente.
Atualmente, existem cerca de 275.000 glaciares em todo o mundo, nos quais estão armazenadas enormes quantidades de água doce. Mas este reservatório está a diminuir cada vez mais. Desde o virar do milénio, os glaciares de todo o mundo – ou seja, as massas de gelo em terra, excluindo os mantos de gelo da Gronelândia e da Antártida – perderam cerca de 273 mil milhões de toneladas de gelo por ano.
Enquanto os glaciares da Antártida e das ilhas subantárticas perderam apenas 1,5% da sua massa, foram nos Alpes e nos Pirinéus que mais diminuíram, com cerca de 39%.
Relatório mostra como a grande indústria favorece os pagamentos aos acionistas em detrimento da transição energética
No âmbito do “Pacto Industrial Limpo”, as empresas com utilização intensiva de energia vão receber subsídios de milhares de milhões de euros para manter a sua competitividade e contribuir para uma “transição energética limpa”. No entanto, uma nova investigação da Friends of the Earth Europe e da SOMO revela que, ao contrário do que afirmam, as principais empresas europeias em sectores-chave da transição energética já têm um acesso substancial a capital. O problema não é a falta, mas a má afetação de recursos: estas empresas estão a canalizar a maior parte dos seus lucros – mais de 75% – para a remuneração dos acionistas, em vez de investirem na adaptação das suas empresas à transição.
Algumas das principais descobertas do relatório são:
– De 2010 a 2023, as empresas europeias em sectores-chave da transição energética geraram 2,1 biliões de euros de lucro líquido e distribuíram 1,6 biliões de euros aos acionistas – uns impressionantes 75,3% dos seus lucros líquidos totais (e cerca de 40% do PIB da Alemanha, para comparação).
– Empresas como a Shell, a Total Energies e a Mercedes-Benz Group AG distribuíram 97% (Shell), 86% (Total Energies) e 40% (Mercedes-Benz Group AG) dos seus lucros aos acionistas.
– Grandes empresas como a Eni, a Glencore e a BP pagaram aos seus acionistas montantes superiores aos seus lucros líquidos.
Friends of the Earth, 20/02/2025
Relatório mostra a forma como as indústrias de petróleo e de gás defendem o prolongamento da utilização de combustíveis fósseis nos edifícios
Um novo relatório da InfluenceMap mostra como as indústrias de petróleo, de gás e dos serviços públicos estão a utilizar um manual comum para prolongar a utilização de gás fóssil em edifícios a nível mundial. A análise inclui três estudos de caso da Austrália, da União Europeia e dos Estados Unidos para demonstrar como estas indústrias estão a utilizar narrativas específicas para bloquear ou enfraquecer as políticas de eletrificação de edifícios nestas regiões.
Em conjunto com este manual comum, as indústrias de combustíveis fósseis estão a utilizar estrategicamente narrativas enganosas com nuances geográficas para impedir a ação política e gerar apoio público para o papel prolongado do gás fóssil no sector dos edifícios. Embora as narrativas mais prevalecentes variem consoante a região, todas afirmam, de um modo geral, que uma dependência a longo prazo do gás fóssil no sector dos edifícios desbloqueia uma série de resultados positivos. Em contrapartida, o IPCC sublinha “com elevada confiança” que a descarbonização dos edifícios oferece benefícios interligados, incluindo melhorias na criação de emprego, segurança energética e saúde pública.
Um número crescente de estudos está a especificar os riscos alarmantes para a saúde pública decorrentes da utilização de aparelhos a gás em casa, especificamente nos países desenvolvidos. Estes estudos concluem que os fogões a gás residenciais estão associados a concentrações significativas de vários poluentes nocivos e são responsáveis tanto pela asma infantil como por mortes prematuras. A indústria do gás, em particular a American Gas Association, tem conhecimento destes riscos há décadas e continua a negar publicamente a relação direta entre os fogões a gás e os impactos negativos para a saúde.
InfluenceMap, Fevereiro de 2025
Apenas 36 empresas produzem metade das emissões de gases com efeito de estufa
Entre as empresas listadas estão gigantes do setor petrolífero, como Saudi Aramco, Chevron, ExxonMobil e BP, além de produtoras de carvão e gás natural. A Saudi Aramco, controlada pelo governo da Arábia Saudita, lidera o ranking, sendo responsável por sozinha por 4,38% das emissões globais.
O relatório “Carbon Majors” é uma base de dados de 180 dos maiores produtores mundiais de petróleo, gás, carvão e cimento, representando 169 entidades activas e 11 inactivas.
As 20 entidades com maior produção de carbono representaram coletivamente 17,5 GtCO2e em emissões em 2023, com as suas emissões de CO2 a representarem 40,8% das emissões globais de CO2 de combustíveis fósseis e cimento. A lista é dominada por entidades estatais, que constituem 16 das 20 primeiras, e inclui uma presença significativa de entidades chinesas, oito das quais representaram 17,3% das emissões globais de CO2 de combustíveis fósseis e cimento em 2023.
As 5 principais entidades estatais em 2023 eram a Saudi Aramco, a Coal India, a CHN Energy, a National Iranian Oil Co, e Jinneng Group, e estavam ligadas a 7,4 GtCO2e (a parte do CO2 é equivalente a 17,4% das emissões globais de CO2 fóssil). As 5 principais empresas privadas em 2023 eram a ExxonMobil, a Chevron, a Shell, a TotalEnergies e a BP, que representavam um total de 2,2 GtCO2e (a parte do CO2 é equivalente a 4,9% das emissões globais de CO2 fóssil).

Recomendações
Artigo – Os mapas que mostram como a América do Sul se tornou mais quente, seca e em chamas nos últimos 50 anos – Artigo da BBC e da jornalista Carla Rosch que relatam e mostram alguns dos impactos do aquecimento global, na América do Sul
Vídeo – Confissões de um ex-consultor da Shell – Uma informadora passou mais de 10 anos a trabalhar como responsável pela saúde e segurança na Shell e conta o que ouviu, diretamente de milhares de trabalhadores do sector dos combustíveis fósseis em todo o mundo.